Londrina - A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o estupro do bebê de 2 anos, registrado no último sábado em uma casa na Avenida Santa Mônica, no Jardim Ideal (zona leste de Londrina) e ainda identificar os agressores do padrasto da criança, Claudinei Felipe de Paula, de 38 anos, principal suspeito de ter cometido a violência sexual. O homem foi espancado e teve o carro , um Ford Ka, incendiado pela população após a notícia se espalhar pelo bairro, ainda na noite de sábado.
De Paula seguia internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Londrina até o início da noite de ontem. A assessoria de imprensa do hospital informou que ele sofreu um traumatismo craniano e o estado de saúde dele era considerado grave.
O delegado Jaime José de Souza Filho explicou ontem que o padrasto foi autuado por estupro de vulnerável e informou que o suspeito não possuía antecedentes criminais pelo crime.
Segundo o delegado, o estupro teria ocorrido no início da tarde de sábado. Ele acrescentou que a criança foi encaminhada pelo suspeito e a mãe (uma adolescente 17 anos) ao Pronto Atendimento Infantil (PAI). "No local, uma médica, que também já foi ouvida, constatou de imediato os ferimentos no bebê e pediu o encaminhamento da criança ao Hospital Universitário. No HU, foi confirmada a violência sexual. Além disso, um laudo do IML (Instituto Médico Legal) também apontou o abuso", explicou o delegado.
Souza Filho também abriu inquérito policial para investigar a agressão sofrida por De Paula. "Os agressores devem ser identificados durante as investigações desta semana. Eles poderão sofrer uma pena bastante acentuada pelos crimes de lesão corporal grave ou até lesão corporal seguida de morte, caso o suspeito morra no hospital. Os responsáveis por incendiar o carro do suspeito também podem responder por dano ao patrimônio", adiantou o delegado. "Temos informações de que vizinhos e até parentes da família tenham participado da agressão. Porém ainda precisamos confirmar esses detalhes", reforçou o delegado, acrescentando que a mãe do bebê está grávida do próprio suspeito.
O Conselho Tutelar de Londrina atende a família desde o último sábado. Segundo a conselheira Jaqueline Hipólito, a mãe do bebê não estaria em casa no momento do crime. Ela contou que o próprio filho do suspeito, uma criança de 5 anos de idade, e que também vivia na casa, contou para a mãe do bebê que o pai teria cometido o abuso. "Não descartamos que o garoto de 5 anos também já tenha sido violentado."

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