Polícia testa banco de criminosos
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quinta-feira, 23 de janeiro de 1997
Edson Luiz Agência Estado 
BRASÍLIA - A polícia de São Paulo começou a testar ontem o Programa de Integração Nacional das Informações de Justiça e Segurança Pública (Infoseg), instalado pelo Ministério da Justiça para localizar, com mais rapidez, criminosos em todo o País. Interligado a uma central na Polícia Federal, em Brasília, o projeto-piloto também está funcionando no Rio Grande do Sul. O acesso às informações utiliza o mesmo sistema da Internet, por meio de um circuito privado que será instalado em todos os Estados.
A polícia paulista terá disponível informações de 4,6 milhões de pessoas cadastradas pelas secretarias de Segurança Pública de todo o País. Se uma pessoa é presa no Acre, por exemplo, todas suas informações serão repassadas para o banco de dados da polícia paulista e da Polícia Federal, explica o diretor do Departamento de Ações de Segurança Pública, general Dyonelio Morosini. Este sistema, numa segunda fase, será implantado no Poder Judiciário e penitenciárias, e até em outros países.
Com fotosAlém de criminosos, a polícia paulista também contará em seu banco de dados com informações sobre carros roubados em todo o Brasil, pessoas desaparecidas e armas de fogo. Os criminosos serão identificados por seus crimes, inquéritos a que estão arrolados e mandados de prisão. No sistema também haverá fotos e impressões digitais do criminoso.
Com este programa, a coleta de informações de criminosos feita atualmente pelas polícias Interestaduais (Polinter) será bem mais ágil e terá mais informações. Hoje este trabalho é feito por meio de contatos pessoais entre delegados ou policiais que, se não tiverem de bom humor ou se forem antipáticos, não passam as informações, exemplifica o ministro da Justiça, Nelson Jobim. A partir de agora, este problema não mais existirá e, além de tudo, unirá as polícias brasileiras, acrescentou o ministro.


