Polícia terá que adotar novos radares
Giovani Ferreira
De Curitiba
Por força de uma determinação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), até julho do ano 2000 a Polícia Rodoviária Estadual terá de substituir todos os seus radares a laser por equipamentos que utilizam o sistema fotográfico. De acordo com a Resolução 820, do Contran, os radares fotográficos deveriam entrar em operação a partir do último mês de janeiro, mas por causa da dificuldade que a Polícia Rodoviária de todo o País teve para se adaptar ao novo sistema, a adoção desse equipamento foi prorrogada para o próximo ano.
A partir de julho, as infrações por excesso de velocidade só terão validade quando emitidas por radares fotográficos, como os utilizados hoje pela empresa paulista Cosladel, que atua nas rodovias do Paraná mas está tendo o seu contrato rescindido com o governo do Estado. Os radares a laser, utilizados pela Polícia Rodoviária, não terão mais validade na aplicação das multas por excesso de velocidade.
Atualmente a Polícia Rodoviária Estadual possui 80 radares para fiscalizar 14 mil quilômetros de rodovias. Desse total de equipamentos, 60 funcionam a laser e 20 pelo antigo sistema de ondas. O capitão rodoviário Eduardo Tachibana disse que esse número de radares é suficiente para monitorar as principais rodovias do Estado. Segundo o capitão, a suspensão dos radares terceirizados não irá afetar em nada o trabalho da Polícia Rodoviária. Sempre desenvolvemos nosso trabalho normalmente, independentemente da fiscalização terceirizada, disse Tachibana.
Comparando os sistemas fotográficos e a laser, o tenente explicou que a única diferença é o retrato com a identificação do veículo infrator. Em termos de precisão, Tachibana garante que os dois equipamentos são idênticos. A vantagem do radar fotográfico é a imagem, que derruba a maior parte dos argumentos apresentados pelos motoristas infratores que discordam da aplicação da multa.
Tachibana disse que o comando da Polícia Rodoviária já está estudando a implantação dos novos radares. A corporação ainda não sabe se irá locar ou adquirir os equipamentos. Tudo vai depender de uma análise de custos que está sendo feita pelo Estado. O que já estaria descartado é a possibilidade de terceirizar novamente esse serviço, uma vez que o governo está cancelando o contrato com a Cosladel, única empresa que explora o sistema no Paraná.
No ano passado, a Polícia Rodoviária Estadual aplicou 24.319 multas por excesso de velocidade. No acumulado deste ano as notificações já estão em aproximadamente 10 mil.





