Polícia tenta recuperar dados no caso Emily Car
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Andréa Bertoldi<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- A delegada Selma Braga, do 2º Distrito de Polícia Civil pretende mandar nove computadores da empresa Emily Car, localizada em Curitiba, para análise do Instituto de Criminalística na próxima semana. A polícia pretende recuperar informações sobre a compra e venda de veículos.
Seis pessoas acusadas de envolvimento no golpe aplicado pela empresa já foram indiciadas pelo crime de estelionato: Ivan César Budnievski (irmão da dona da loja e possível responsável pelo fechamento das vendas), o vendedor Daniel Tavares, três operadores de financeiras ligadas a bancos que trabalhavam dentro da revenda e uma funcionária acusada de ter ajudado a dona da loja a fugir.
A delegada Selma disse que a polícia está empenhada no cumprimento dos mandados de prisão dos donos da revenda Emília e Luís Carlos Budnievski, de Braz Alves Correia (suspeito de ser o mentor do caso) e de Augusto Claudio Correia, dono da Really Car e parceiro da Emily.
De acordo com a polícia, os clientes que compravam carros recebiam apenas o documento de circulação e não a transferência, que é necessária para garantir a propriedade do veículo. A loja também não quitava os financiamentos dos carros financiados deixados à venda.
Cerca de 160 pessoas teriam sido lesadas pelo golpe. A polícia apreendeu 77 veículos que estavam nas duas lojas da Emily Car e, 41 que ainda estavam à venda, já foram devolvidos aos clientes.


