Polícia tenta ligar os assassinatos de bicheiro e de Paulinho
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terça-feira, 27 de outubro de 1998
Agência Estado 
A polícia do Rio fará hoje um exame de balística nos projétis retirados do corpo do bicheiro Abílio Português, braço direito do contraventor Luiz Pacheco Drumond, o Luizinho, assassinado em agosto do ano passado, para compará-los com as balas que mataram o engenheiro Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho de Andrade, filho do falecido banqueiro do jogo do bicho, Castor de Andrade.
O objetivo da polícia é descobrir se os dois crimes têm alguma relação, o que poderá provar um envolvimento da máfia da contravenção. Se o exame apontar que os disparos partiram do mesmo tipo de arma, isso mostrará uma suposta ligação da contravenção com os dois crimes, disse o delegado do 16º Distrito Policial, na Barra da Tijuca, Carlos Alberto Nunes Pinto, responsável pelo caso. O mesmo tipo de arma poderá levar ao mesmo criminoso, analisou o delegado.
Ontem, a secretária de Paulinho, Ruth Sara Machado, prestou depoimento na 16ª DP. Ela afirmou que trabalhava havia 18 anos para o engenheiro e que desconhece qualquer problema profissional que envolvesse o filho de Castor.
Segundo ela, ele era um ótimo patrão e sempre esteve à frente dos negócios. Paulinho e seu segurança, Haroldo Alves Bernardo, foram assassinados na quarta-feira passada na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na zona oeste.
Os dois haviam saído do escritório do filho de Castor, no jeep Cherokee preto, e ao parar em um sinal foram metralhados por um homem moreno, alto, forte e de aproximadamente 35 anos, segundo testemunhas.


