Polícia tem novas provas contra Andinho
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segunda-feira, 04 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo - A polícia conseguiu provas da participação do bando de Wanderson Nilton de Paula Silva, o Andinho, em mais quatro sequestros na região de Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo.
Por enquanto, os policiais já reuniram evidências para acusá-lo por oito crimes. Também obtivemos informações sobre inúmeros roubos que seu bando cometeu, afirmou ontem o delegado-geral, Marco Antônio Desgualdo.
A polícia ainda investiga a participação de Andinho em três crimes que ele nega ter praticado: os assassinatos da dona de casa Rosana Melotti e do prefeito de Campinas Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, além do resgate de presos do 45.º Distrito Policial, no qual um policial foi morto e outro perdeu a perna ao ser atingido por um tiro de fuzil. A dona de casa foi assassinada no início do ano, na frente de sua casa, depois que a família se negou a pagar o resgate exigido pelo bandido. O prefeito foi executado em de setembro de 2001 e o resgate de presos ocorreu em 2000.
As novas provas contra Andinho foram obtidas pela Divisão de Crimes Contra o Patrimônio do Departamento Estadual de Investigação sobre o Crime Organizado (Deic). A divisão continua apurando outros sequestros registrados na área, pois acredita que Andinho e seu bando sejam responsáveis por cerca de 20 casos nos últimos dois anos. Sabemos que ele cometeu muito mais crimes, afirmou o delegado Emygdio Machado Neto, do Deic.
Andinho foi preso dia 25 de fevereiro pelo Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) em uma chácara em Itu, a 80 quilômetros de São Paulo. Além dele, a polícia deteve um PM e uma mulher e matou um homem, todos integrantes do bando. Andinho confessou três sequestros e só três dias depois concordou em soltar duas mulheres que mantinha em cativeiro, as irmãs Sônia Pereira Zabani e Rosana Pereira Batagin.
Ontem à tarde o Denarc descobriu a casa onde Andinho e seus comparsas estiveram antes da chácara. Um sobrado alugado na Rua José Maria Alves, no Riacho Grande, em Itu. O bandido foi reconhecido por vizinhos do imóvel, que procuraram a polícia. O Denarc revistou o local, mas não encontrou nada contra o bando.


