A polícia está tendo dificuldades para fechar a relação com o número oficial de passageiros do ônibus que se acidentou domingo, em Araucária, Região Metropolitana de Curitiba. A colisão frontal do veículo com uma carreta deixou oito mortos e pelo menos 38 feridos na Rodovia do Xisto, entre Araucária e Curitiba.
‘‘O problema está no recolhimento de todos os dados das vítimas que estão espalhadas por oito hospitais’’, justificou o cabo José Lopes Prats, do posto da Polícia Rodoviária Estadual na rodovia. Segundo o policial, parentes de supostos feridos continuam a aparecer, mas os nomes não estão batendo com a relação da PRE.
Uma das soluções vai ser a elaboração de uma nova lista providenciada por uma igreja evangélica. As vítimas do acidente eram fiéis que retornavam de Contenda, onde participaram de um encontro religioso. ‘‘É preciso fechar o número exato de vítimas para confeccionar o boletim de ocorrência’’, informou o cabo Prats.
De acordo com a PRE, o número extra-oficial de passageiros do ônibus seria de 57. A previsão é de que a listagem seja concluída até esta sexta-feira. A elaboração da relação é um dos documentos que a Polícia Civil de Araucária vai precisar para conduzir o inquérito sobre o acidente. O investigador José Godoi diz que por meio da lista será possível chamar passageiros que possam explicar como o acidente ocorreu. ‘‘Estava bem claro (na hora do acidente) e alguém deve ter visto alguma coisa’’, acrescenta.
Existem duas versões. A primeira é de que o motorista do ônibus fez uma ultrapassagem forçada e colidiu de frente contra uma carreta. Outra é de que o motorista do caminhão teria entrado na contramão ao fazer uma ultrapassagem. ‘‘Até o momento não temos como avaliar quem é o causador pois estamos no aguardo do boletim de ocorrência da PRE e do laudo do Instituto de Criminalística’’, disse Godoi.

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