Polícia suspeita de tentativa de estelionato envolvendo sequestro de compositor
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 1999
Por Brás Henrique, especial para a AE 
Ribeirão Preto, SP, 08 (AE) - A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) acredita que o contato realizado por supostos ex- integrantes da quadrilha que sequestrou Wellington Camargo, irmão dos integrantes da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, com o advogado da família, Carlos da Silva Lima, no sábado (06), foi uma tentativa de estelionato. Por telefone, eles pediram R$ 60 mil, dinheiro que seria deixado em Cajuru, em local a ser informado posteriormente. Em troca, a família dos cantores receberia uma fita de vídeo e fotos como prova de que Wellington estaria vivo e a localização exata do cativeiro. O advogado suspeitou do pedido quando o interlocutor deixou de fornecer o código combinado desde o primeiro contato, ocorrido no final do ano passado.
O primeiro telefonema foi dado à TV Record de Ribeirão, na sexta-feira (05). Lima foi avisado e viajou para Ribeirão Preto na manhã seguinte com o dinheiro, em vôo comercial. Quando ouviu a gravação da conversa com o possível sequestrador, sem o código, o advogado avisou a polícia. "Tivemos alguns trotes, mas ele disse algumas coisas que checavam. Se chutou, chutou muito bem", explicou Lima, hoje, já acreditando em estelionato. Ele pediu, antes, que o avião da dupla estivesse em Ribeirão, caso a história fosse verídica. Assim, a polícia iria direto ao cativeiro de Wellington Camargo.
Cerca de 15 investigadores foram utilizados na ação em Cajuru, comandados pelo delegado responsável pelo Setor de Homicídios da Delegacia de Investigação Gerais (DIG) de Ribeirão, Sérgio Pereira. Às 14h30, após orientação obtida em frente à Santa Casa, Lima e três pessoas seguiram para a estrada que dá acesso a Altinópolis, no carro da emissora de tevê. Sob chuva forte, encontraram duas bandeiras sinalizadoras ao lado da rodovia e entraram numa estrada de terra à frente. Ao chegarem num buraco, como tinha sido determinado por telefone, deveriam colocar o dinheiro dentro de uma lata. Como ninguém apareceu, como tinha sido combinado, os investigadores descobriram uma corda camuflada, numa valeta, que arrastaria a lata com os R$ 60 mil. Ninguém foi encontrado nas imediações.


