Polícia suspeita de mulher que procurou atendimento em posto
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terça-feira, 19 de julho de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
A Polícia Civil está investigando uma moradora de rua que teria jogado o recém-nascido num bueiro no último fiunal de semana em Londrina. Ainda grávida, a mulher teria buscado atendimento no Posto de Saúde do Jardim Leonor 15 dias antes da criança ser encontrada num bueiro naquela região. Segundo o delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial, Márcio Amaro, uma equipe de policias visitou alguns hospitais e postos de saúde em busca de informações para ajudar a localizar a mãe da criança.
"O único indício encontrado foi na Unidade Básica (UBS) do Jardim Leonor (Oeste), onde os funcionários informaram que uma gestante de 38 anos procurou atendimento no local há cerca de 15 dias", disse o delegado. Segundo os relatos, a mulher aparentava ser moradora de rua e usuária de drogas. Procurou o posto somente uma vez e não retornou para realizar o tratamento; O delegado destacou, no entanto, que ainda não há nada confirmado. ''Apenas levantou-se uma suspeita. Abrimos um inquérito e estamos em processo de investigação'', disse Amaro, ressaltando que a ajuda da população é fundamental. ''Quem tiver informações que possam contribuir com as investigações pode entrar em contato com a polícia pelo disque-denúncia no 197''.
O juiz da Vara da Infância e Juventude Ademir Ribeiro Richter explicou que, após receber alta do hospital, a criança será encaminhada ao Centro de Apoio e Recuperação Infantil (Cari). ''É uma clínica que tem convênio com o Estado e está preparada para atender adequadamente um bebê recém-nascido'', pontuou. Ele acrescentou que na sequência será aberto um processo de adoção, em que um casal devidamente inscrito no Cadastro Nacional de Adoção vai receber a guarda provisória da criança.
A família de Ênio Pereira da Silva, o manobrista que encontrou a menina no bueiro, demonstrou interesse em adotá-la. O juiz esclareceu que não será possível, uma vez que é necessário seguir rigorosamente o Cadastro Nacional. ''Temos que priorizar o casal que está na vez'', observou.
De acordo com Richter, casos de crianças abandonadas não são comuns em Londrina. ''Se os pais não quiserem ou não tiverem condições de criar a criança podem deixá-la no hospital, assinando uma declaração que comprova que a família está abrindo mão do bebê. O que não pode acontecer é abandonar a criança em situações de risco, o que consiste em crime'', falou.


