Belo Horizonte, 22 (AE) - A Polícia Civil de Maria da Fé
sul de Minas, continua sem pistas dos assassinos do empresário José Cláudio Valério, de 43 anos, dono de fazendas e da transportadora Transvalério. O empresário foi morto na terça-feira à tarde com um tiro na nuca enquanto pilotava o próprio helicóptero, um modelo Bell Ranger. Valério fazia vôos panorâmicos para turistas e, ontem, levava no aparelho dois homens que o haviam contratado para uma sessão de filmagens aéreas, no vizinho município de Cristina.
Segundo o delegado Antônio Dias, que investiga o caso, por volta das 15 horas o empresário levantou vôo de uma de suas fazendas, acompanhado dos desconhecidos. A quatro quilômetros do local de decolagem, na zona rural de Maria da Fé, o aparelho caiu. Testemunhas disseram que os dois passageiros sofreram ferimentos leves. Eles foram levados por um motorista que passava nas proximidades até o trevo de Itajubá, desceram do automóvel e sumiram. "Temos apenas suas descrições", informou o policial.
Junto ao helicóptero, policiais acionados por moradores da região, encontraram o corpo de Valério. "Ele tinha vários ferimentos, mas a autópsia mostrou que o verdadeiro motivo da morte foi um tiro de pistola 9 milímetros na nuca, dado por um dos passageiros, provavelmente quando o aparelho ainda estava no ar", afirmou Dias. O delegado suspeita de tentativa de sequestro do empresário ou de roubo da aeronave, que terminou em morte. "Ao saber do propósito dos criminosos, ele deve ter reagido", explicou.
Hoje, a polícia descobriu, por meio de funcionários de Valério, que os desconhecidos, carregando maletas supostamente com equipamentos de filmagem, foram deixados na fazenda por um terceiro homem, motorista de um carro verde, importado e com placas de Campo Grande (MT). "Infelizmente, não temos o número da placa e nem sabemos, exatamente, o modelo do automóvel", disse o delegado.

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