Moscou, 13 (AE-AP) - A polícia russa suspeita que uma bomba provocou a explosão que demoliu um prédio residencial de oito andares em Moscou nesta madrugada (13), matando pelo menos 45 pessoas e deixando dezenas de desaparecidos. As autoridades russas estão pedindo à população que ajudem a encontrar um homem
que acreditam ter ligações com a explosão de hoje (13) e o da semana passada. De acordo com a polícia, os rebeldes separatistas do Daguestão seriam os responsáveis por tais atentados. O presidente Boris Yeltsin afirmou nesta segunda-feria (13) que a Rússia está enfrentando uma grave ameaça de grupos terroristas. "O terror declarou guerra contra o povo russo", disse Yeltsin num pronunciamento à nação transmitido pela televisão. O presidente russo também pediu à população que não cedesse ao pânico. "As melhores respostas ao terrorismo são a vigilância e a calma", disse. Yeltsin pediu ainda "a união de todos os componentes da sociedade e do Estado para a resistência ao inimigo interno, que não tem piedade, nem consciência, nem honra
nem nacionalidade e nem religião". "Garanto ao prefeito de Moscou toda a ajuda necessária e o meu apoio pessoal nestes dias difíceis", acrescentou o presidente ao chamar a colaboração entre as instituições federais e regionais e entre o governo e o parlamento para enfrentar esta crise. Yeltsin convocou ao Kremlin seus principais auxiliares para discutir o novo atentato. Participaram da reunião o vice-premier Nikolai Aksyonenko (o primeiro-ministro Putin encontra-se na cúpula econômica de Auckland, Nova Zelândia), o ministro do Interior Vladimir Rushailo, o responsável pelos serviços de segurança Nikolai Patrushev e o prefeito de Moscou, Yuri Luzkhov.

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