Polícia Rodoviária tem um bafômetro para 29 cidades
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quinta-feira, 26 de junho de 2008
Fernando Klein<br> Especial para a Folha 
Apucarana - A nova regulamentação não deverá alterar a rotina de fiscalização na maioria das rodovias estaduais e também nas áreas urbanas das cidades do Paraná. O motivo é a falta de etilômetros, chamados popularmente de bafômetros para fiscalizar os motoristas.
O 2º Pelotão da Polícia Rodoviária Estadual, com sede em Apucarana, por exemplo, tem apenas um equipamento desse tipo para atender 29 municípios, em uma região com mais de 800 quilômetros de rodovias.
O único bafômetro em funcionamento na área de abrangência da corporação está em Rolândia. Quando o policial rodoviário considera necessária a realização de um exame em Mauá da Serra, por exemplo, o equipamento precisa ser trazido de Rolândia para que o teste seja feito, em uma distância equivalente a 90 quilômetros.
Apesar da existência de apenas um bafômetro, o 2º tenente Ednei Francisco da Silva, comandante do 2º Pelotão da Polícia Rodoviária Estadual de Apucarana, considera a estrutura satisfatória. No caso de necessidade do exame, o policial liga para Rolândia e o equipamento é levado imediatamente. Não é porque temos apenas um equipamento desse tipo que a fiscalização seja deficiente, assinala o oficial. O tenente observa ainda que o bafômetro serve para oficializar o abuso de álcool pelo motorista, mas, segundo ele, uma lei permite ao policial fazer a avaliação visualmente. Mesmo nestas condições, o condutor pode ser preso em flagrante, levando em conta a opinião de testemunhas.
O pelotão da Polícia Rodoviária de Apucarana tem cinco postos. Além da sede, a corporação mantém pontos de atuação em Rolândia, Mauá da Serra, Porto Ubá e Jaguapitã. O tenente Ednei assinala que mais bafômetros são esperados para tornar mais ágil a realização de exames de alcoolemia.
Na área urbana de Apucarana, a Polícia Militar (PM) também precisará fazer a avaliação visual dos motoristas. O único bafômetro da corporação está em manutenção em Curitiba há dois meses e não há previsão de retorno para a cidade. O sargento Daniel Rodrigo de Souza, auxiliar de Relações Públicas do 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM), também afirma que não haverá problemas na fiscalização. O trabalho segue normalmente, diz.


