Polícia Rodoviária cria grupo de elite no PR
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quinta-feira, 30 de agosto de 2001
Alexandre Palmar<BR>De Foz do Iguaçu 
Depois da criação dos grupos especializados das polícias Federal, Civil e Militar, chegou a vez da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ter seu próprio pelotão reservado de combate ao crime. O Grupo de Policiamento Especial (GPE) foi criado com a tarefa de investigar contravenções como narcotráfico, contrabando de armas, roubo de veículos e, inclusive, reprimir manifestações nas rodovias. Esse trabalho normalmente é feito por outros órgãos de segurança.
A elite da PRF no Paraná está em sua terceira operação. Ontem, ela atuou na Ponte da Amizade, ligação do Brasil ao Paraguai. Sua primeira ação foi reforçar a proteção do primeiro-ministro britânico Tony Blair, do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do governador Jaime Lerner (PFL) a Foz. A comitiva passou pela BR-469, que dá acesso as Cataratas do Iguaçu, no começo deste mês. A segunda ação foi uma repressão ao narcotráfico em Curitiba.
O pelotão paranaense tem 20 homens e mulheres e realizou um treinamento em Brasília de 17 de junho a 18 de julho deste ano, junto com policiais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. É a segunda turma do GPE no País. A primeira turma formou patrulheiros do Rio de Janeiro, São Paulo e Goiás. Em três meses, a PRF especializou mais de 200 homens no Brasil.
Os policiais aprendem a dispersar bloqueios em rodovias e a combater sequestros. A formação é dada por instrutores de Israel, do FBI (polícia especializada dos EUA), do Metropolitan Police, da Inglaterra, do grupo de artilharia antiaérea, da polícia do Exército e do Corpo de Bombeiros de Brasília.
As aulas, segundo o patrulheiro Domingos Douglas, que integra a turma de elite, são realizadas no Exército e no 11º Grupamento de Artilharia Antiaérea do Exército (GAAE). Os participantes aprendem a usar armas como metralhadora calibre 45, fuzil calibre ponto 50, granadas e bombas de efeito moral. Também são instruídos a manusear escudos, capacetes antimotim e coletes a prova de balas, disse à Folha o supervisor Moisés de Andrade. Os policiais rodoviários utilizam, normalmente, pistola ponto quarenta e escopeta calibre 12.
Segundo Andrade, ''agora a polícia rodoviária está preparada para limpar as rodovias quando tiveram protestos''. Ele lembrou que a PRF poderá agir em casos semelhantes ao da greve dos caminhoneiros ocorrida em fevereiro deste ano. O principal foco de resistência no Estado, em São Miguel do Iguaçu (43 km ao norte de Foz), foi dispersado com uso de balas de borracha pelo Grupo de Operações Especiais (GOE), da Polícia Militar, que prendeu 58 manifestantes.
Conforme a assessoria de comunicação da 7 Superintendência da PRF, em Curitiba, o GPE foi formado ''com o propósito de combater o crime de maneira cada vez mais aperfeiçoada''.


