Polícia revela detalhes do crime no Morro do Boi
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Diego Ribeiro<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - A Polícia Civil divulgou, na tarde de ontem, em Curitiba, detalhes do inquérito que investiga o assassinato do estudante Osíris Del Corso, 22 anos, e a violência sofrida pela namorada dele, M.P., 23, no dia 31 de janeiro, no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral). Em entrevista coletiva, o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura, responsável pela força-tarefa que investigou o caso, afirmou que não há dúvida de que o J.F.P, 32, seja o autor do crime. Cartaxo mostrou detalhes da investigação, inclusive uma prova que teria sido falsificada por uma testemunha de defesa do suspeito.
Quem precisa de álibi forjado é culpado, acusou o delegado. A declaração do delegado se baseia no documento de controle de entrega de refeições diárias feitas pela empresa em que J.F.P. trabalhava. Uma colega de trabalho do suspeito mostrou o caderno de controle em que consta o nome de J.F.P., supondo que o detido estaria no emprego no momento do crime.
O delegado desconsiderou a prova devido às rasuras nas datas. Na página do dia 31 há ao lado da data o número 30 com um rabisco em cima, anulando o registro, o que apontaria a fraude. O mesmo procedimento é aplicado nas páginas até o dia 13, data em que o suspeito foi preso pela polícia.
O delegado exibiu ainda o vídeo feito pela polícia do reconhecimento pessoal do suspeito pela estudante. O procedimento foi feito em três sessões. A primeira expôs várias pessoas, mas sem o suspeito. Na segunda, J.F.P. estava presente, ao lado de vários policiais à paisana, que tinham características semelhantes, segundo o delegado. O suspeito foi logo reconhecido. Na última vez, as posições foram invertidas e a conclusão da estudante se repetiu, seguido de uma expressão de raiva sobre o detido. É ele. Pelo amor de Deus, afirma a jovem, no vídeo.
Sobre possíveis contradições da vítima em razão do seu abalado estado emocional o policial afirmou que todo depoimento foi coerente.Tudo o que ela fala bate com aquilo encontrado. Não há nenhuma discor-dância, garantiu.
A defesa do suspeito foi procurada pela reportagem da FOLHA, mas não foi localizada.


