Polícia reforça segurança de atropelador no RS
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quarta-feira, 02 de março de 2011
Agência Estado 
A polícia do Rio Grande do Sul reforçou a segurança no Hospital Parque Belém, clínica psiquiátrica em que o bancário Ricardo Neis, acusado de ter atropelado e ferido pelo menos 12 ciclistas em Porto Alegre, foi internado ontem.
Segundo o delegado Rodrigo Pohlmann Garcia, a medida foi tomada após um relatório do médico que atende o acusado. "Ele sentiu que haveria a possibilidade de Ricardo cometer suicídio, após conversa que teve com o paciente, durante uma análise psiquiátrica", explica.
Os policiais que fazem a custódia policial no hospital estão de prontidão e nunca deixam Neis sozinho. "A polícia está se resguardando dessa possibilidade", diz o delegado. Para isso estão sendo retirados elementos do quarto e do banheiro onde está Neis, até que seu quadro clínico se modifique, explica o delegado.
Segundo a polícia, o acusado deve ser transferido para o Presídio Central da capital gaúcha após alta médica do psiquiatra. De acordo com o delegado, ainda não há previsão para a liberação médica.
O bancário deve ser indiciado por tentativa de homicídio doloso duplamente qualificado, por motivo fútil e redução de chances de defesa das vítimas.
O atropelamento ocorreu no início da noite de sexta-feira (25), no bairro Cidade Baixa. Para ultrapassar um grupo de mais de cem ciclistas que passeavam pela rua José do Patrocínio, o bancário atropelou parte deles, ferindo pelo menos 12 pessoas.
Em depoimento à polícia, na segunda-feira, disse que foi cercado por diversos ciclistas, se sentiu ameaçado e resolveu abrir caminho para sair do local por temer linchamento. Os ciclistas negam a tentativa de agressão.
O passeio em grupo é uma atividade mensal do movimento Massa Crítica, que estimula o uso da bicicleta como meio de transporte. Na noite desta terça-feira os participantes voltaram a pedalar pelas ruas de Porto Alegre para protestar contra o atropelador e pedir relações civilizadas no trânsito.


