Polícia reforça segurança após ameaças no campus da UFRJ
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sexta-feira, 16 de maio de 2003
Agência Estado 
Rio - O policiamento no campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Fundão, na Ilha do Governador, na zona oeste, foi reforçado ontem por causa de uma suposta ameaça de invasão por traficantes do Complexo da Maré, situado nas proximidades da instituição. Pelo menos dois departamentos, o de Letras e o de Fisioterapia, não funcionaram, embora, de acordo com a assessoria da UFRJ, isso possa ter ocorrido devido à greve de servidores federais contrários à reforma da Previdência.
Segundo a assessoria, um boato surgido na noite de quinta-feira dizia que, em reação à presença de policiais militares e civis na área reforço iniciado há 20 dias , traficantes do Complexo da Maré invadiriam a universidade às 10h30 de ontem. Diante da suposta ameaça, a direção da UFRJ se reuniu, pela manhã, com representantes das polícias Federal, Militar e Civil, e solicitou aumento do efetivo no câmpus para garantir a segurança de alunos e servidores.
O secretário de Segurança Pública do RJ, Anthony Garotinho, minimizou o episódio e disse tratar-se de mais um boato. Garotinho disse que outras universidades e escolas já receberam telefonemas com ameaças, mas ''nada se confirmou''. Esqueceu, porém, que a estudante Luciana Gonçalves de Novaes, da unidade da Estácio de Sá no Rio Comprido, zona norte, foi baleada, há 12 dias, após a universidade ter recebido uma carta com ameaças de traficantes.
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) recuperaram ontem parte dos arquivos perdidos dos dois computadores entregues à polícia com imagens das 32 câmeras de vigilância da Estácio de Sá. No entanto, a recuperação total dos dez minutos de gravação que mostram o momento em que a estudante Luciana foi baleada só será possível quando os dois discos rígidos forem completamente analisados.


