Rio de Janeiro - Um dia depois de o cantor de pagode Marcelo Pires Vieira, o Belo, aparecer em uma fita em que admite que mentiu no seu primeiro depoimento e pede desculpas, as polícias do Rio e São Paulo continuam à sua procura. Belo foi condenado, na semana passada, a oito anos de prisão por tráfico e associação para o tráfico de drogas e está foragido.
O diretor da Polinter, Rodolfo Waldeck, que coordena as buscas no Rio, informou que ontem colocou seis equipes de policiais na rua para checar endereços e informações, mas não teve êxito.
Apesar da grande mobilização para prender o cantor, Waldeck não considerou a aparição dele como um desafio às autoridades. ''A posição da polícia sobre isso não se discute. O Belo tem um mandado de prisão e temos que cumpri-lo. Acho que aquilo (gravação) foi um desabafo, um chororô. Não é agora, depois de sacramentada a sentença judicial, que o Belo vai fazer a sua defesa.'' Desde o dia 11 deste mês, quando saiu a sentença, o disque-denúncia recebeu 13 ligações informando o possível paradeiro do pagodeiro.
Para que Belo recorra em liberdade, os advogados do cantor enviaram ontem ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o pedido de habeas-corpus com liminar. ''A liminar pode ser julgada hoje (ontem)'', disse um dos advogados do pagodeiro, Humberto Telles. Até as 18 horas de ontem, o recurso não havia chegado ao órgão em Brasília. A assessoria do STJ informou que a liminar pode ser examinada por um ministro de plantão, mas o habeas-corpus só será julgado depois do recesso da Justiça, em fevereiro. Telles acredita que a sinceridade de Belo na gravação pode influenciar ''positivamente'' na decisão do STJ.

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