Policiais Civis da Delegacia de Estelionato e Roubo de Cargas conseguiram recuperar ontem dois caminhões carregados com pacotes de cigarro da marca Souza Cruz. Eles haviam sido roubados por volta das 6h30 da madrugada por uma quadrilha. Armados com metralhadores e pistolas, seis assaltantes invadiram a transportadora Marbo Logística Integrada, localizada às margens da BR-116, em Curitiba, renderam e amarraram os motoristas e levaram os caminhões. Duas horas depois, parte da quadrilha foi capturada. A carga e os caminhões foram avaliados em R$ 1 milhão.
Os suspeitos foram localizados num galpão fechado no bairro Vila Atuba, em Pinhais (Região Metropolitana), local que concentra vários armazéns, muitos usados para esse tipo de crime. Quando a polícia arrombou a porta, encontrou Nilson Soares da Silva, 38 anos, e os irmãos Sandro Sérgio Priviatelli, 25, e Vilmar Priviatelli, 21, descarregando os pacotes de cigarros. Eles foram presos em flagrante e responderão pelos crimes de formação de quadrilha, desvio de carga e roubo qualificado.
Os três negaram participação no crime. Sandro Priviatelli contou que era dono do galpão e que o havia locado por R$ 10 mil para um grupo desconhecido que guardaria os caminhões ali por duas semanas. O irmão não quis dar declarações e Silva disse estar ali apenas por ser funcionário do pai de Sandro.
A polícia não acreditou na versão. O delegado operacional Cícero José suspeita que o pai de Sandro, Hercílio Priviatelli, dono da Transpriviatelli, de Cascavel, também estaria envolvido em desvio de cargas. ‘‘Meu pai não tem nada a ver com isso’’, defendeu o filho mais velho.
Sandro tem passagem pela polícia. Ele foi preso em Foz do Iguaçu pela Polícia Federal por contrabando. Ficou preso 17 dias, pagou fiança e saiu, conforme ele mesmo relatou. O delegado titular da Estelionatos e Desvio de Cargas, Armando Marques, disse que a quadrilha usou técnicas requintadas para roubar os caminhões. Eles chegaram a cobrir com papel laminado as antenas do sistema de rastreamento por satélite, que permite à transportadora ou à polícia localizar o veículo com erro máximo de 500 metros.

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