Curitiba - A polícia realizou na noite de sexta-feira a reconstituição do crime que levou à morte da estudante universitária Louise Sayuri Maeda, no dia 31 de maio deste ano. O trabalho foi comandado pela Delegacia de Vigilância e Capturas (DVC) e começou às 21h40 no Shopping Mueller, onde a vítima trabalhava com as duas acusadas do crime.
Segundo nota da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná (Sesp), os acusados pelo crime, Elvis de Souza, 20 anos, Fabiana Perpétua de Oliveira, 20 anos e Márcia do Nascimento, 21 anos, participaram da reconstituição. No início da semana que vem, a DVC vai divulgar a conclusão do inquérito.
Louise desapareceu na noite de 31 de maio, depois de sair do trabalho com Fabiana, para encontrar Márcia e Elvis. O corpo foi encontrado 17 dias depois, em uma área de cavas, no bairro Campo do Santana, já em decomposição. Segundo a polícia, a principal hipótese para o crime é Louise ter descoberto que as duas colegas estavam desviando dinheiro da iogurteria na qual ela era supervisora.
No meio do caminho, Márcia simulou passar mal e, em uma ponte no final da Rua Nicola Pellanda, pediu para que Elvis parasse o veículo. Louise foi morta com dois tiros na cabeça e jogada no rio.
Nos interrogatórios, os três suspeitos confirmaram que Elvis fez o primeiro disparo. A partir daí, Fabiana e Márcia deram versões diferentes. Fabiana relatou que, quando ouviu o tiro, já estava dentro do carro, e que não colaborou com os comparsas para jogar Louise no rio. Ela disse que não ouviu o segundo disparo contra a estudante.
Já na versão de Márcia, que durante a simulação se alterou, e por alguns momentos se fazia passar por Fabiana, disse que a amiga teria ajudado a jogar o corpo de Louise no rio, porque a vítima era pesada. A suspeita, na reconstituição, não relata o segundo tiro, que, como consta na versão de Elvis, no inquérito, teria sido dado por ela.
De acordo com o delegado Marcelo Lemos, a versão que Fabiana apresentou, é a que mais se aproxima das informações contidas no inquérito policial.
As prisões temporárias dos acusados venceriam na noite de sábado, mas após a reconstituição do assassinato da estudante, o delegado Marcelo Oliveira solicitou que elas fossem convertidas em preventivas, e os três suspeitos retornaram às carceragens sem prazo para sair.

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