A equipe da Delegacia de Homicídio (DH) fará hoje a reconstituição de dois homicídios cometidos pelo traficante Hirosshe de Assis Eda, morto em um confronto com a polícia, na semana passada. A namorada do traficante, Paula Aparecida Miguel, presa nesta semana, contou à polícia que dois homens foram esquartejados dentro do imóvel. O horário da reconstituição deve ser definido hoje pela manhã. Os dois são acusados de matar quatro travestis, e suspeitos de outras mortes.
O apartamento, em que dois homens foram assassinados, é do advogado José Cid Campêlo Neto, filho do ex-secretário de Estado, José Cid Campêlo Filho. De acordo com a polícia, Campêlo Neto não estava no imóvel quando os crimes foram cometidos. Vizinhos ouvidos relataram que não viam o morador há algum tempo no prédio, na rua Comendador Fontana.
Há um mês, o advogado teria tentado expulsar o traficante do apartamento, emprestado em troca de droga para consumo. ''Meu filho tem problema e tenho consciência de que ele pode morrer na mão do traficante ou de overdose'', afirma o pai do rapaz. ''Meu filho é dependente químico há dez anos. Ele tinha dívidas e cedeu o imóvel sem o meu consentimento'', conta Campêlo Filho.
Câmpelo Neto foi ouvido na DH na última quarta-feira e liberado. Ele confirmou que emprestou o imóvel em troca de drogas. A polícia explicou que Eda pediu R$ 2 mil para o advogado para não matá-lo e sair do local. Ele teria se mudado para a casa da namorada há 60 dias por medo.
Um outro traficante, conhecido como Robson, teria participado das mortes no apartamento, mas morreu em um confronto com a Polícia Militar. A polícia investiga se há participação do advogado nas mortes e no tráfico de drogas.

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