São José dos Campos, SP, 09 (AE) - Até o fim da tarde de hoje 146 dos 345 fugitivos da Cadeia Pública do Putim, em São José dos Campos, haviam sido recapturados. Duzentos policiais militares continuam as buscas aos demais presos. Eles fugiram domingo (06), no final da tarde. Foi a maior fuga da história do País.
Os relatos de invasões de propriedades por grupos de presos continuam por toda cidade e redondezas. As informações vêm dos mais diversos pontos e acabam dificultando uma ação mais concentrada na caça aos bandidos. Um bando invadiu, nesta madrugada, a sede da organização religiosa Rosa Mística, em Jambeiro, às margens da Rodovia dos Tamoios. Eles ocuparam uma das casas, descansaram, se alimentaram e partiram deixando um bilhete de desculpas pelo transtorno.
A pedido do prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) os moradores dos bairros próximos à cadeia desmarcaram uma manifestação, que previa o bloqueio da Rodovia dos Tamoios no meio da tarde de hoje. Fernandes foi recebido pelo vice-governador, Geraldo Alckmin, e o secretário de Segurança Pública, Marco Vínicio Petreluzzi. Alckmin descartou a possibilidade de fechar a cadeia, como reivindicam moradores da região.
Líderes - Uma relação com os nomes dos líderes da fuga foi entregue à imprensa por um dos carcereiros envolvidos nas denúncias de corrupção. Estão citados os presos Edgar Santos de Toledo, Célio de Oliveira Guerra, Regimar Lemes Gonçalves, Marcelo Jacinto da Silva e Itamar Pociano Luis. Mas há suspeitas de que os verdadeiros articuladores da fuga tenham sido ocultados.
Um dos foragidos, Jair dos Santos, recapturado ontem (08) à noite carregava pacotes de maconha e crack no momento da prisão. Ele confessou que a droga foi vendida por carcereiros dentro do presídio.

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