Rio, 03 (AE) - A fim de esclarecer o que aconteceu após o assassinato do ex-secretário da Polícia Militar, coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira, foi realizada hoje à tarde a segunda reconstituição do crime. Um homem alto, escuro e careca, de acordo com depoimentos, teria sido visto por algumas das testemunhas. As descrições batem com as características físicas de um dos seguranças das Termas Aeroporto, que funcionam no prédio onde ocorreu o atentado. O exame de pólvora realizado nas mãos dos seguranças deu positivo.
A hipótese de um segurança das Termas ser mais um personagem do crime - ocorrido em setembro deste ano - não é improvável, segundo fontes policiais. Resta saber se essa pessoa realmente estaria presente, se teria participado da ação ou seria apenas uma testemunha importante, que poderia ter presenciado tanto o assassinato do coronel Cerqueira quanto o do sargento da PM Sidney Rodrigues. Principal supeito da morte de Cerqueira, e baleado na cabeça, Rodrigues morreu dias depois do atentado.
A reconstituição foi pedida pelo promotor do 4º Tribunal do Júri, Julio Cesar Lima dos Santos. "É necessário esclarecer os fatos que aconteceram depois da morte do coronel Cerqueira, principalmente o que ocorreu com o sargento Sidney", explicou o promotor. Entre outras coisas, Santos quis checar as entradas e saídas do prédio para fazer um mapeamento mais detalhado do edifício.
O diretor do Instituto Carlos Éboli, delegado Sergio da Costa Henriques, comandou a reconstituição, que não contou com a participação de testemunhas, já que foi baseada em declarações. Henriques ressaltou que é necessário esclarecer algumas questões sobre a arma de Rodrigues. Ao lado do sargento foi encontrado um revólver preto, enquanto o de Rodrigues era prateado. Algumas testemunhas disseram ter visto o homem escuro e careca com arma prateada na mão. O laudo do ICE deve ser entregue ao MP em dez dias.

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