Teresina, 21 (AE) - A polícia de Teresina continua procurando os supostos responsáveis pelo afogamento e morte de nove crianças em um acampamento de escoteiros, as margens do Rio Poti, em Teresina, sábado (19). Cleiton Felix da Silva, de 20 anos, e Cláudio Robeto Souza, de 21, ainda não se apresentaram à autoridades. Hoje pela manhã, o delegado geral da Polícia Civil, Francisco Carlos do Bonfim Filho, esteve reunido com todos os delegados distritais de Teresina para pedir empenho na localização dos acusados e apuração das responsabilidades pela tragédia.
De acordo com o Instituto Médico-Legal as vítimas fatais são Janielson Oliveira, de 12 anos; Moisés Rodrigues dos Santos, 12; Mônica Gomes da Silva, 14; Regina Fabiana Nunes da Cunha, 14; Edvan Viana Leite, de dez; Ítalo Rangel Costa Araújo, 11; Antônio Francisco Araújo, 10; Raquel de Souza Silva, 13; e Evelane Cristina Fernandes, de 12 anos. Todos eram vizinhos e moravam no bairro água Mineral.
Segundo o diretor Regional da União dos Escoteiros do Brasil, região do Piauí, Sandoval Regino da Silva, os supostos responsáveis pelo acampamento não faziam parte do movimento que ele dirige. O dois, disse, nunca participaram do movimento de Bandeirantes e escoteiros, nem tiveram qualquer treinamento para atuar como escoteiros. Ele denunciou da Silva e Souza no 10º Distrito Policial por falsidade ideológica.
A polícia de Teresina também apura a denúncia que os dois abusavam sexualmente das meninas que participavam do movimento. Familiares e vizinhos defendem os dois procurados afirmando que ambos trabalham retirando meninos e meninas das ruas dando-lhes assistência material e ideológica. O delegado Bonfim Filho espera prender os acusados até amanhã.

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