Polícia procura reféns de assalto a fábrica no RS
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Agência Estado 
Porto Alegre - A Brigada Militar do Rio Grande do Sul segue fazendo buscas no município de Cotiporã, na Serra Gaúcha, em busca dos nove reféns que seguem com os assaltantes, após assalto a uma fábrica de joias do município, na madrugada deste domingo. Ainda não há qualquer pista dos bandidos e das pessoas mantidas com eles.
A polícia gaúcha mobilizou um efetivo de cerca de 200 policiais, e está usando helicóptero e bote do corpo de bombeiros, para as buscas na região de mata e do rio que passa pela cidade. As saídas do município estão sendo monitoradas e a polícia está parando carros para verificar documentação, estratégia para tentar impedir a fuga dos bandidos.
A polícia calcula que o ataque tenha sido feito por sete ou oito bandidos. Três foram mortos, entre eles o mais procurado do Estado, Elisandro Rodrigo Falcão. Os demais estariam com os reféns.
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, afirmou que no momento a prioridade é garantir da segurança dos reféns. ''Este é o momento mais importante da operação. A prioridade das prioridades é cuidar da vida dessas pessoas que ainda estão desaparecidas'', disse em entrevista à Rádio Gaúcha.
Explosivos
Os criminosos que explodiram a fábrica de joias Guindani, em Cotiporã, utilizaram uma grande carga de explosivos. Testemunhas dizem que foram cerca de dez explosões: ''Parecia que o mundo viria abaixo'', afirmou um dos reféns do grupo, que não quis se identificar.
Conforme um dos proprietários da empresa, que pediu sigilo em sua identidade, parte da estrutura do prédio foi danificada pela dinamite. ''Um cofre caiu de um andar para outro'', revela.
Ele diz que ainda não foi possível contabilizar o que foi roubado, já que ainda há muitas joias entre os escombros. Mas admite que, depois das últimas três tentativas de assalto à empresa - inclusive com sequestro -, a instrução para os funcionários é deixar o menor número possível de peças dentro do estabelecimento.
''Ainda não sabemos o quanto foi levado. Esses R$ 300 mil que estão dizendo é mera especulação. Até porque os pedidos de final de ano já foram todos entregues. Além disso, é política da empresa deixar o mínimo de mercadorias na fábrica.''
Segundo o empresário, câmeras de segurança gravaram ao menos parte da ação dos bandidos. Chamou a atenção a preocupação de um dos criminosos com a imagem de uma santa dentro da fábrica. ''Um deles, talvez devoto, teve o cuidado de proteger a imagem, retirando ela do local da explosão. A santa está intacta, ao lado do buraco na parede.''


