Polícia procura cemitério clandestino de trabalhadores rurais no Pará
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quarta-feira, 03 de março de 1999
Por Carlos Mendes, especial para a AE 
Belém, 04 (AE) - A polícia do Pará, auxiliada por oito homens do Corpo de Bombeiros, começou hoje a procurar um cemitério clandestino de trabalhadores rurais na fazenda Diamante, no município de Tomé-Açu, a 230 km de Belém. A denúncia foi feita por trabalhadores mantidos em regime de trabalho escravo no local.
Nesta fazenda, domingo passado, policiais da Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe) da Polícia Civil mataram a tiros o madeireiro Glênio Estefânio. Ele e vários seguranças teriam enfrentado os policiais a bala quando eles cumpriam mandado de busca e apreensão de armas expedido pela juíza Sandra Castelo Branco.
Durante a operação, os policiais libertaram 15 trabalhadores rurais e duas crianças mantidos em regime de trabalho escravo pelo madeireiro. Eles acusaram Estefânio de mandar matar trabalhadores e enterrá-los na própria fazenda.
O delegado James Moreira, que comanda as buscas, informou que toda a área será verificada. "A fazenda é muito grande e de difícil acesso, mas os trabalhadores estão ajudando na identificação do local onde estariam os corpos das possíveis vítimas". Até o final da tarde de hoje, segundo o escrivão Randolfo Elisiário, da delegacia de Tomé-Açu, nenhum corpo havia sido localizado. "O trabalho está apenas começando", disse.


