Polícia prende três suspeitos de latrocínio
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terça-feira, 07 de janeiro de 2014
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Arapongas - A Polícia Civil apresentou ontem três suspeitos de terem participado do assalto que resultou na morte do empresário Francisco Marcos Pennacchi, de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina). Ele morreu de enfarte após um grupo invadir a casa dele no dia 28 de novembro do ano passado. Na hora do crime, Pennachi estava em casa com a mulher e três filhos, que não ficaram feridos.
Rodrigo Valeriano Alves, de 28 anos, Tatiane Aparecida Caldeiran, de 25, e o namorado dela, Ederson dos Santos Silva, de 32, foram detidos, segundo o delegado Osnildo Carneiro Lemes, depois de um intenso trabalho do serviço de inteligência da Polícia Civil.
Lemes destacou que a polícia chegou a interceptar uma ligação no dia do crime. No entanto, faltavam provas contundentes que possibilitassem a prisão dos suspeitos. "Nós já suspeitávamos do envolvimento desse grupo desde o início, já que eles já vinham atuando na região. Nós só precisávamos obter a materialidade do envolvimento deles para poder prendê-los", destacou.
Os diálogos entre os membros do grupo, ressaltou Lemes, confirmam a participação dos suspeitos no latrocínio. Além disso, foram encontrados quatro relógios, 14 pares de brincos e quatro anéis, além da arma utilizada no assalto, uma pistola 9 milímetros com oito cápsulas que não foram deflagradas, na casa de Tatiane.
A suspeita teria sido responsável por guardar as joias do casal e esconder o carro utilizado no crime, um Voyage roubado de um caminhão cegonha. O veículo foi queimado pela quadrilha em Mandaguari.
Uma das peças-chave para confirmar o envolvimento do trio no assalto foi um relógio Montblanc que Tatiane teria dado para o namorado Ederson. Ele foi detido por receptação seu envolvimento no assalto está sendo investigado. Tatiane e Ederson não quiseram dar entrevista.
O delegado informou ainda que Alves teria sido o responsável por levantar a rotina das vítimas. O suspeito, no entanto, negou participação no crime. Ele alega que trabalha em uma fábrica de estopas e que estaria em casa no momento do assalto. "Já fui preso anteriormente, mas já paguei a minha pena. Não tenho nada a ver com tudo isso", declarou. Outros três suspeitos já foram identificados e estão sendo procurados.


