Polícia prende três assaltantes do BB
PUBLICAÇÃO
domingo, 24 de janeiro de 1999
Agência Estado 
Três dos cerca de 15 integrantes - esse número pode ser maior - da quadrilha que assaltou a principal agência do Banco do Brasil anteontem, em Ribeirão Preto, foram presos pelo setor de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) aproximadamente 12 horas após a ação.
Todos tinham passagens pela polícia e condenações por assaltos. Eles confessaram a participação no assalto, mas não estavam com parte do dinheiro. A polícia investiga, agora, os demais participantes, que levaram cerca de R$ 9 milhões. Foi o maior assalto a banco de Ribeirão, que teve 12 reféns numa chácara e muita ousadia.
O delegado da DIG, Samuel Zanferdini, disse que teve algumas informações da ação dos assaltantes no próprio banco e de onde poderiam encontrar alguns suspeitos. Das 12h às 21h de anteontem, investigadores observaram uma casa, no bairro de Vila Virgínia. Duas pessoas saíram à noite, numa Parati vinho. Eles foram abordados e um dos investigadores identificou rapidamente Newton Edson de Oliveira, de 41 anos, conhecido por Costela, que havia participado de um roubo a um frigorífico na cidade há seis anos. Oliveira estava foragido, condenado a seis anos de prisão. O acompanhante de Oliveira, Hilton José da Silva, de 44, que tem condenação de 50 anos por assaltos, também foi preso.
Com a detenção dos dois, os investigadores voltaram à residência, que é da sobrinha de Oliveira. Jefherson Leão Reis, de 36 anos, outro assaltante, que tem 30 anos de condenação, foi preso. Reis manca em uma das pernas porque levou três tiros em um assalto a um carro-forte há alguns meses. Num dos quartos da casa foram encontrados um fuzil AR-15, uma granada, uma pistola de 9 milímetros, um colete à prova de balas, munições e carteiras de identidade falsas. A dona da casa não sabia do conteúdo, pois todo o material estava numa maleta de violão. Os três assaltantes foram conduzidos à Cadeia Pública de Vila Branca.
O último grande roubo a banco registrado pela polícia em São Paulo ocorreu no dia 17 de outubro do ano passado, quando uma quadrilha levou R$ 6 milhões em jóias da agência da Caixa Econômica Federal da rua Augusta, no centro da capital.
Outros dois grandes roubos aconteceram em abril de 1996, em São José dos Campos (97 km de São Paulo). No dia 7 de abril, R$ 6 milhões foram levados da transportadora de valores Protege. O outro assalto, também em São José dos Campos, aconteceu 17 dias depois, no Aeroporto Civil. Seis ladrões roubaram R$ 5 milhões de malotes da Brinks de um avião da TAM.


