Polícia prende suspeitos de tentar matar PM
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quinta-feira, 03 de março de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
A Polícia Civil apresentou ontem um dos suspeitos de tentar matar o policial militar Reginaldo Alves de Oliveira, de 37 anos. O crime aconteceu no último dia 25 de janeiro em uma farmácia localizada na Avenida Saul Elkind, na zona norte. Além do homem de 28 anos, outras quatro pessoas foram presas, também suspeitas de envolvimento na tentativa de homicídio do policial, e uma sexta pessoa está foragida. No final da tarde de ontem, o delegado de Homicídios da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Paulo Henrique Costa, e o delegado de Homicídios designado para a força-tarefa, Ricardo Teixeira Casanova, apresentaram à imprensa os primeiros resultados da operação deflagrada na quarta-feira. O secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, esteve na 10ª SDP, mas não participou da entrevista coletiva.
Os delegados disseram que ainda é "muito cedo" para dizer o que teria motivado a tentativa de homicídio contra Reginaldo de Oliveira e também não confirmaram nem descartaram que este crime tenha ligação com a morte do policial Cristiano Luiz Bottino, de 33 anos, ocorrida em 29 de janeiro e que desencadeou a chacina do dia 30 de janeiro, que resultou em 12 mortos e 15 feridos. "Os crimes podem estar vinculados ou não. É uma fase de investigação. Temos vários elementos, mas a divulgação para esse momento pode atrapalhar as investigações", disse Paulo Henrique Costa. "Conseguimos efetuar essas prisões e dentro de 20 dias poderemos finalizar esse inquérito", afirmou Ricardo Teixeira Casanova.
O suspeito apresentado foi preso na manhã de ontem, na casa de uma tia dele, no Vale dos Tucanos, na zona sul. Segundo a polícia, ele é um dos dois homens que aparece nas imagens captadas pelas câmeras de segurança da farmácia onde o crime aconteceu. O outro homem flagrado nas imagens foi identificado e o mandado de prisão foi expedido, mas ele está foragido. Os outros quatro presos ontem teriam ajudado o homem detido a fugir e colaborado para esconder a arma utilizada no crime. Segundo a polícia, ele já cumpriu pena durante sete anos por roubo e há cinco meses havia deixado a prisão. Os presos foram encaminhados para a Casa de Custódia de Londrina. A Operação Força-Tarefa deflagrada na quarta-feira teve o apoio de 40 policiais civis de várias delegacias.
Em sua breve passagem por Londrina ontem, o secretário de Segurança Pública disse que o objetivo é fazer uma investigação "profunda e técnica" e que ao final garanta "100% de certeza da participação de cada indivíduo em cada crime". "O tempo da polícia é o tempo da investigação, o tempo da prova", disse Wagner Mesquita.


