Polícia prende suspeitos de falsificar documentos de jogadores de futebol
De acordo com a PC do Paraná, eles abriam contas bancárias e solicitavam portabilidade de salário dos atletas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de junho de 2025
De acordo com a PC do Paraná, eles abriam contas bancárias e solicitavam portabilidade de salário dos atletas
Da Redação 

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu dois homens, de 34 e 54 anos, suspeitos de participação em uma organização criminosa investigada pela falsificação de documentos de jogadores de futebol para aplicação de golpe financeiro. A ação aconteceu na manhã desta terça-feira (24), em Curitiba e em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana. Ela fez parte da operação "Falso 9", que mobilizou cerca de 100 agentes da Polícia Civil dos estados de Rondônia e Paraná, com apoio das corporações de Amazonas e Mato Grosso. Pelo menos sete pessoas foram presas e cumpridos mandados de busca e apreensão.
Entre as identidades usadas estavam as de Gabigol, ex-Flamengo e atual jogador do Cruzeiro, e do argentino Walter Kannemann, do Grêmio, segundo a imprensa.
No Paraná
No Paraná, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A ação teve o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Durante as buscas, os policiais civis apreenderam mais de 15 celulares, documentos utilizados na falsificação – incluindo cédulas de identidade em branco –, máquinas de cartão, cartões bancários e outros materiais que serão periciados para verificar a existência de mais vítimas.
Denúncia das instituições
A investigação apurou que os suspeitos teriam falsificado documentos de identificação de dois jogadores de futebol. Com os documentos falsos, o grupo criminoso abria contas em instituições bancárias e solicitava a portabilidade de salário desses jogadores.
As próprias instituições fizeram denúncias ao perceberem as falsificações. Com o esquema, a estimativa é que os investigados tiveram acesso a valores pertencentes às vítimas e tenham faturado R$1,2 milhão.

Fotos de laranjas
De acordo com o delegado da PCPR Thiago Lima, os suspeitos utilizavam documentos falsificados com dados reais dos jogadores, mas com fotos de “laranjas” que tiravam selfies exigidas por bancos digitais para abertura de contas. Esses documentos falsos permitiam o pedido de portabilidade de salário para contas abertas em bancos fintechs, facilitando o desvio de valores.
A estimativa é que o golpe tenha causado prejuízos de R$ 800 mil a um jogador e R$ 400 mil a outro. Na época do crime, eles jogavam em times do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul. Os valores foram pulverizados em inúmeras contas para dificultar o trabalho da polícia e para facilitar a obtenção de vantagem por uma série de pessoas que participaram do crime.
O homem apontado pela polícia como líder do grupo, preso em Curitiba, seria responsável pela manutenção das contas e pela movimentação desses valores. Ele já possuía ao menos três passagens pela polícia por estelionato eletrônico.
A investigação da PCPR verificou que os "laranjas" sabiam que participavam de uma fraude, mas não da sua real dimensão, nem de quem eram as vítimas. Segundo o delegado, a organização criminosa estava em atividade desde agosto de 2024.
(Com informações da PCPR e da France Presse)
(Atualizada às 18h45)


