São Paulo - Quatro homens presos, sete suspeitos detidos e seis acusados identificados, mas foragidos. Até o começo da noite de ontem esse era o balanço das investigações da polícia sobre a onda de terrorismo deflagrada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) contra a polícia do Estado de SP. ''Nossa estratégia é prender todo mundo'', disse o secretário da Segurança Pública, Saulo Abreu.
Mais uma vez, as denúncias anônimas levaram a polícia aos acusados. A primeira permitiu a prisão dos irmãos Kelson Ribeiro Lima, de 27 anos, e José Kennedy Ribeiro Lima, de 23. Eles são acusados do ataque à base da PM do Itaim Paulista, na zona leste, ocorrido no domingo. Os dois acusados foram presos com dois outros suspeitos, mas só os irmãos foram reconhecidos pelas vítimas. Eles negaram o crime.
Uma outra denúncia fez a polícia prender Jeferson da Silva, de 20 anos, e o adolescente R.S.O., de 15. Ambos estavam na Cohab Teotônio Vilela, em um Ômega que tinha dois buracos de bala um no pára-brisa e outro no motor.
No veículo estavam cápsulas de munição calibre 380 semelhantes às usadas no ataque à base da Guarda Civil Metropolitana (GCM) do Jardim Elba, zona leste, e de um carro da PM. Nos atentados, os bandidos usaram um Ômega e deixaram dois guardas e um PM feridos. Ao ser detido, Silva estava baleado no braço. ''Ele e o menor negaram o crime'', afirmou o delegado Luiz Carlos do Carmo.
No fim da tarde de ontem o 5º Batalhão da PM deteve sete suspeitos de compor um grupo que pode ter participado do ataque a bases da polícia na zona norte. Eles estavam com submetralhadora e pistolas e estariam planejando um ataque contra a PM no Jardim Brasil. A polícia identificou ainda seis outros suspeitos de participar da onda de atentados.

mockup