Polícia prende suspeitos de aliciar crianças
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quarta-feira, 09 de abril de 2008
Folhapress 
Rio de Janeiro - A DPCA (Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente) prendeu ontem na praia de Copacabana, na zona sul do Rio, dois suspeitos de aliciar menores para exploração sexual. Eles vinham sendo investigados pela polícia havia um mês e ficarão detidos na Polinter (unidade da Polícia Civil).
Segundo a DPCA, o escultor de areia Ivan Carlos Souza Santos, 40, e o seu ajudante, José Marcílio Barros, 24, trabalhavam perto da boate Help, localização que favorecia a intermediação de programas sexuais entre crianças e turistas supostamente feita por eles.
Santos e Barros foram detidos por aliciarem um garoto de 11 anos para Michael Joseph Clifford, 43, que, segundo a polícia, é funcionário do governo dos Estados Unidos. O norte-americano também teve a prisão temporária decretada, mas não está mais no Brasil. Os três responderão por exploração sexual de menores.
Ontem, a DPCA divulgou cenas do circuito interno do hotel cinco estrelas onde Clifford estava hospedado e teve um encontro, em 15 de março, com o menino. O garoto chegou por volta das 3h e ficou no quarto do norte-americano até as 9h. O nome do hotel não foi informado. Clifford disse no hotel que o menino era seu sobrinho.
À polícia a criança disse ter mantido relações sexuais com o norte-americano após ser fotografado nu. Ele contou ter recebido R$ 300 pelo programa e disse que ''sobrevivia graças aos gringos'', insinuando ter participado de outros programas.
As supostas fotos não foram encontradas pelos policiais, que não souberam dizer o valor que os escultores cobraram para intermediar o programa.
Segundo o delegado Deoclécio Assis, o garoto -órfão de mãe e abandonado pelo pai- vive nas ruas de Copacabana há um mês e meio. Antes disso, morava com uma irmã na favela do Jacarezinho (zona norte).
A criança passou por exames psicológicos e depois seria levada à Promotoria da 2 Vara da Infância e da Juventude, que definirá para onde ele será encaminhado. Para Assis, o caso é ''a ponta de um esquema de exploração sexual'' e novos casos virão à tona a partir de agora. A delegacia já havia recebido pelo menos três novas denúncias ontem.


