Polícia prende suspeito de ter participado de chacina no Rio
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sexta-feira, 04 de junho de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 5 (AE) - A polícia prendeu na noite ontem (4) um suspeito de ter participado da chacina de Nova Campina, em Duque de Caxias (Baixada Fluminense), em que seis pessoas foram mortas e 22 ficaram feridas. Edson de Oliveira, conhecido como Mike Tyson, mora perto do local do crime e foi visto por testemunhas saindo de uma kombi branca, similar a usada na chacina. Em depoimento, ele negou o envolvimento com as mortes. Junto com Oliveira, a polícia achou dois revolveres, que já foram enviados para a perícia. O suspeito é foragido do sistema penitenciário. Ele é condenado por participação em um assalto a um hotel na zona sul.
O secretário de Segurança, coronel Josias Quental, disse hoje que é uma questão de honra prender os responsáveis pela chacina de Nova Campina. "Eles mexeram com os brios da polícia", afirmou, lembrando que o crime ocorreu em frente a um destacamento da Polícia Militar. Trinta PMs estão fazendo a segurança do destacamento, que contava com apenas dois homens na hora da chacina. "É uma questão de dias para acharmos os culpados", garantiu. Os policiais passaram toda a manhã de hoje no local do crime, fazendo a perícia. A Associação "Rio Contra o Crime" está oferecendo R$ 2 mil para quem der alguma pista que leve aos assassinos. Quatro denúncias já foram recebidas.
Enterro - Duas vítimas da chacina foram enterradas hoje, no Cemitério do Caju, na zona norte, e no Cemitério de Caxias, na Baixada Fluminense: o técnico em telefonia André Luiz Ferreira da Silva, de 30 anos, e o técnico em refrigeração Aloísio Sodré Muniz, de 25 anos. Os dois estavam na Lanchonete Amizade na noite de quinta-feira, quando oito homens encapuzados abriram fogo contra as pessoas. Muniz foi morto com cinco tiros na cabeça, um no pênis, três nos braços e dois nas costas. Silva
que acompanhava o tio, Manoel Fernandes Ribeiro, que também foi assassinado, morreu com quatro tiros na barriga e um na perna.
"A gente passou o dia num churrasco na casa dos meus tios e eles dois foram até o bar para comprar cigarros e refrigerantes", contou a viúva de Silva, Luciana Nunes da Silva
que está desempregada, grávida de sete meses e tem uma filha de dez meses. Os dois estavam casados há um ano e oito meses. "Não sei o que vai ser de mim e da minha vida", afirmou. "Minha filha só dorme depois que ele chega."


