Jundiaí (SP), 06 (AE) - Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí prenderam hoje um provável maníaco sexual. Ele é acusado de tentar estuprar cinco adolescentes que o reconheceram na delegacia. Na casa do montador Adílson Aparecido Silva, de 21 anos, na Vila Maringá, havia quatro calcinhas que a polícia acredita serem de vítimas de violências sexuais.
A prisão ocorreu graças ao retrato falado feito por uma menina de 11 anos e também por causa do brinco roubado de uma mulher que o rapaz tentou violentar.
Segundo as acusações, os ataques de Silva ocorreram desde o ano passado. O primeiro caso foi em março de 98, quando tentou estuprar as irmãs V.F., de 16 anos e V.F., de 18 anos, no mesmo bairro onde mora. Uma das irmãs se trancou no banheiro e começou a gritar pedindo ajuda dos vizinhos.
No dia 4 de fevereiro, conforme a polícia, ele atacou a dona de casa M. M. S. F, de 34 anos, quando ela dormia. Silva pulou sem roupas sobre a cama da vítima, que começou a gritar pedindo socorro. O rapaz acabou fugindo e levou um brinco, que usava no momento em que foi preso.
No dia 3 de janeiro Silva já havia tentado estuprar C. M., de 14 anos, perseguindo-a na saída da escola e tentando levá-la a um matagal.
Mas foi a menina K. S. C., de 11 anos, que ajudou a Polícia a encontrá-lo, com um retrato falado considerado pelos investigadores como "perfeito". Ele atacou a garota pedindo um copo de água na porta da casa da vítima. Ela conseguiu fugir antes do estupro.
Para os policiais, as calcinhas encontradas no barraco de Silva indicam que ele pode ter efetivamente violentado alguém. Nenhuma das vítimas de suas tentativas reconheceu as peças.
Jundiaí vive uma onda de estupros, segundo a polícia. Dois homens têm atacado casais de namorados. Encapuzados, eles violentam as mulheres e deixam as vítimas no meio do mato, sem as roupas, sem dinheiro e sem o carro.

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