Polícia prende hacker em Londrina
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terça-feira, 01 de novembro de 2011
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Um hacker de 27 anos, cujo nome não foi divulgado, foi preso em flagrante ontem pela Polícia Federal (PF) em Londrina. O jovem era funcionário de uma empresa de informática que presta serviço a um provedor de acesso a internet local. De acordo com informações do delegado da PF, Elvis Secco, o hacker estaria atuando há dez meses na cidade e teria contribuído para que milhares de londrinenses tivessem suas senhas e dados bancários roubados. Ele não soube informar o número exato de vítimas nem o valor desviado. ''O número é grande, pois ele atuava de duas a três horas por dia'', disse.
Segundo Secco, o jovem, formado em Administração de Sistemas de Informação, trabalhava em conjunto com pelo menos mais um hacker do Nordeste do País. ''Os dois se conheceram em um chat na internet. O hacker do Nordeste clonou as páginas de instituições financeiras. Enquanto isso, o trabalho do londrinense era invadir o provedor local e redirecionar os usuários deste provedor para as páginas clonadas'', explicou o delegado.
Segundo ele, os usuários não percebiam que estavam numa página clonada e logavam no site. Os hackers obtinham login e senha dos clientes bancários. ''Com estes dados eles conseguiam pagar boletos pela internet e também fazer transferências. Eles ofereciam para pessoas em salas de bate-papo o pagamento de um boleto de R$ 10 mil, por exemplo, e em troca recebiam 50% do valor'', disse.
A PF só chegou até o hacker graças à denúncia do proprietário da empresa onde o jovem trabalha. ''Nos avisaram na última quinta-feira e, nestes casos, é preciso agir rápido, pois se o hacker deixa de agir não tem o que fazer''.
O hacker foi preso em flagrante ontem de manhã no trabalho. De acordo com Secco, o jovem, que seria de classe média alta, confessou o crime. ''Ele disse que recebia de R$ 8 mil a R$ 10 mil por mês''. Segundo o delegado, é possível que o hacker londrinense seja apenas uma peça de um grande esquema de roubo de dados bancários.
Segundo Secco, o crime cometido pelo hacker ainda não está previsto na legislação brasileira. Por conta disso, o jovem vai responder por estelionato, com agravante de lesar uma instituição financeira. A pena máxima é de 8 anos.


