Montevidéu, 11 (AE-ANSA) - Quatro jovens uruguaios, incluindo um menor de idade, supostamente integrantes de um grupo neonazista que operava através da Internet, foram presos pela polícia, informaram hoje (11) autoridades federais. De acordo com fontes policiais, as investigações foram orientadas tendo como ponto de partida uma série de atentados com bombas de fabricação caseira ocorrida em janeiro, pela qual já foi preso um ex-marinheiro de 21 anos. Os quatro acusados, presos ontem (10), eram responsáveis por páginas na Internet, nas quais um grupo denominado Orgulho Skinhead, divulgava propaganda racista e fazia elogios a Adolf Hitler. De acordo com a imprensa local, tal grupo estaria vinculado com outros similares que operam na Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Estados Unidos. Um quinto membro, que seria seu líder
não pode ser detido porque havia embarcado para Buenos Aires antes da polícia chegar ao seu centro de operações - onde foram encontrados folhetos e livros de propaganda nazista. Também foram apreendidos computadores com CDs que continham as páginas eletrônicas do grupo. O ministro do Interior uruguaio, Gillermo Stirling, confirmou hoje (11) que o grupo "operava na Internet e tinha vínculos com outras páginas similares do continente". Stirling não descartou a possibilidade de haver uma conexão entre o grupo detido e os atentados registrados em janeiro, contra a sede de uma procuradoria, um edifício pouco habitado e uma casa, que provocaram danos, porém, nenhuma vítima.

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