A PCPR (Polícia Civil do Paraná) deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Pandemus, que consiste em cumprir mandados de prisão de foragidos que se cadastraram para receber auxílio emergencial do governo federal. Até o final da manhã, 80 pessoas foram detidas em todo o Estado, 10 são de Londrina.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende foragidos no Paraná que sacaram auxílio-emergencial do governo federal
| Foto: Reprodução/Polícia Civil do Paraná

De acordo com o delegado da PCPR, Alan Flore, a operação iniciou no início da manhã e se estende pelos próximos dias. “Com base em informações passadas pela CGU (Controladoria Geral da União), a PC fez um trabalho de inteligência e nesta data está dando efetivo cumprimento a essas ordens de prisão. Esse é uma ação da PCPR dentro de um trabalho permanente de integração com outros órgãos de modo a melhor aproveitar informações que cada órgão possui respectivamente em seus bancos de dados”, aponta.

A listagem repassada pela CGU passou por uma análise da vigência dos mandados e da veracidade dos dados cadastrados para adquirir o auxílio, que envolve, inclusive, informações do endereço do beneficiário para o recebimento dos recursos. O trabalho de filtragem da lista continua e é permanente, conforme as informações são recolhidas no banco de dados e analisadas pela inteligência da polícia, serão cumpridos novos mandados.

O delegado explica que o número de detidos deve passar dos 80 já capturados nas primeiras horas em todo o Estado, considerando que nem todas as unidades reportaram seus saldos e que deve se alongar nos próximos dias. “Esse trabalho está sendo feito não só no dia de hoje, ao longo do dia as equipes continuarão nas ruas e é um trabalho que vai prosseguir ao longo da semana. Então, nós acreditamos que o saldo final dessa operação terá um número expressivo de captura de indivíduos foragidos da justiça”, aponta.

LONDRINA

Em Londrina, Flore aponta que 10 pessoas foram presas. “Inclusive pessoas procuradas por crimes graves, alguns integrantes de facção criminosa”, afirma. Ele destaca que a operação não visa avaliar se os foragidos teriam ou não direito ao auxílio do governo, mas que com a prisão, não está descartada a análise acerca de fraudes praticadas. “Obviamente, após ser constatada eventual fraude, tanto de âmbito federal quanto estadual, essas pessoas também poderão ser responsáveis por outros crimes, como estelionato”, indica.

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