A Polícia Civil de Londrina prendeu na noite desta quinta-feira (3) um homem de 52 anos suspeito de integrar um grupo criminoso que sequestrou duas pessoas em Osório, no interior do Rio Grande do Sul. Uma das vítimas é um vereador de 25 anos de Vila Maria, outra cidade gaúcha. Ele foi localizado por investigadores do Estado com um dos bandidos em uma agência bancária da Banrisul tentando transferir R$ 120 mil para a conta do comparsa londrinense.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende em Londrina suspeito de sequestrar vereador gaúcho
| Foto: Ricardo Chicarelli/Grupo Folha

Em depoimento, o parlamentar informou que a esposa estava sendo mantida como refém em casa com mais dois componentes da quadrilha. O casal sofreu o golpe quando negociava a compra de uma retroescavadeira. Após a prisão dos três bandidos, policiais civis de Osório apreenderam um extrato bancário que mostra um repasse volumoso de valores. Durante interrogatório feito pela delegada Lívia Pini que a FOLHA teve acesso, o suspeito preso em Londrina afirmou desconhecer a extorsão praticada na cidade gaúcha. Ele foi preso em uma agência da Caixa Econômica Federal na avenida Duque de Caxias, região central.

"Não sei nada desse fato. Fui ao banco decidido a encerrar a conta. Antes disso, o gerente, há uns 15 dias atrás, me ligou dizendo que queria falar comigo. Não tentei fazer nenhum saque hoje (quarta). Ia acabar porque estou com problemas de saúde, principalmente na minha visão. Trabalho com compra e venda de congelados. Tenho minha empresa desde 2000, mas não conheço ninguém que foi preso lá (Rio Grande do Sul)", informou.

A delegada descreveu no auto de prisão de flagrante que o homem mantinha contas na Caixa e no Banco do Brasil para movimentar o dinheiro ilícito. Conforme o documento, a atividade criminosa acontece desde 2017. Ele foi indiciado por extorsão mediante sequestro, o mesmo do que os outros integrantes. Segundo o Código Penal, o crime prevê pena de oito a 15 anos. A polícia também solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico do detido, que deve passar por audiência de custódia. Ele ainda não teve advogado constituído no sistema de consultas do Tribunal de Justiça do Paraná.

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