Polícia prende cinco acusados de poluir o meio ambiente em SP
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
Por Marcelo Godoy 
São Paulo, 05 (AE) - A polícia prendeu hoje (05) em São Paulo cinco pessoas acusadas de poluir o meio ambiente por meio de um lixão clandestino na região de São Mateus, zona leste. O terreno
onde estava sendo atirado lixo industrial, orgânico e hospitalar, fica em um vale. De acordo com a Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente, a área é de preservação permanente e tem árvores nativas.
Segundo o delegado José Roberto Pedroso, titular da delegacia
que pertence ao Departamento Estadual de Crimes contra o Consumidor (Decon), o explorador do lixão, João Alves dos Santos
cobrava R$ 40,00 de cada caminhão que jogava detritos no terreno. "Ele aterrou uma área equivalente a quatro campos de futebol", disse o delegado.
O crime do qual os detidos são acusados prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos e é inafiançável. Essa foi a primeira vez que alguém foi preso pelo Decon sob a acusação de poluição ambiental. Além de Alves, foram detidos Edelmo Lopes de Moura e Jesse Soares Reis, que seriam seus ajudantes, o motorista Aluísio Gomes de Souza e Luzia de Oliveira Moraes, que alugaria o terreno para Alves.
Pedroso disse que Souza estava descarregando lixo de uma caçamba no terreno. Além das prisões, os policiais do Decon apreenderam o caminhão Mercedes-Benz dirigido pelo motorista - o veículo pertence a uma empresa de remoção de lixo - e um trator usado por Alves.
"Os presos confessaram aos policiais o crime", afirmou o delegado. Até o começo da noite de ontem, os detidos ainda não haviam sido interrogados no auto de prisão em flagrante.
De acordo com a polícia, a investigação sobre o lixão clandestino, localizado na Rua Go Sugaya, travessa da Estrada Jacu-Pêssego, começou após a área ter sido localizada durante inspeção feita pelo helicóptero da Polícia Civil. O Decon pediu ao Instituto de Criminalística que faça um laudo sobre o terreno. Além disso, a polícia informou o caso à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).


