São Paulo, 12 (AE) - A prisão do assaltante de bancos José Eurípes de Oliveira, de 37 anos, possibilitou à Delegacia de Roubo a Bancos a apreensão de dez quilos de explosivo plástico, armas, munição, coletes à prova de balas e cordéis detonantes. Os policiais descobriram que o grupo pretendia explodir um distrito, possivelmente no carnaval, para resgatar presos que fazem parte da quadrilha.
Oliveira foi localizado na noite de ontem na Rua Antônio José da Silva, em Vila Caiçara, Praia Grande, no litorul sul de São Paulo, após três meses de investigação. Ele morava com a mulher e cinco filhos. As armas e o explosivo estavam num guarda-roupas.
O delegado Godofredo Bittencourt Filho, diretor do Departamento de Investigações Sobre Crimes Patrimoniais (Depatri), disse que Oliveira faz parte do grupo que assaltou, em julho do ano passado, a empresa de transporte de valores Transpev, no Jaguaré, quando foram roubados R$ 5 milhões. Os assaltantes sequestraram as famílias de dois funcionários e, para conseguir entrar na empresa, amarraram explosivos e granadas no corpo do coordenador de segurança.
O grupo de Oliveira é também, segundo Bittencourt, responsável pelo assalto, em 22 de janeiro deste ano, à agência do Banco do Brasil, em Ribeirão Preto, quando foram roubados R$ 9 milhões. A quadrilha também sequestrou as famílias dos funcionários.
Processado por assalto e tráfico de drogas, ao ser autuado Oliveira declarou que as armas e o material encontrado em sua casa pertencem a Marcelo Florentino da Costa, morador em Vila Caiçara, e condenado por tráfico, assalto e assassinato. Além dos dez quilos de explosivos foram apreendidas três pistolas Taurus, uma espingarda calibre 12, uma metralhadora, 42 cartuchos de calibre 9mm, 6 de calibre 12, um uniforme de camuflagem usado pelas Forças Armadas, três toucas de lã, três coletes à prova de balas e dois cordéis detonantes.
Bittencourt explicou que o poder de fogo dos criminosos está aumentando. "Eles conseguem armas, granadas, explosivos, com facilidade e nossa investigação prossegue para chegarmos aos outros da quadrilha e aos fornecedores de armas".

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