Polícia prende 7 acusados de cometer atentados contra vereadores
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domingo, 28 de fevereiro de 1999
Por Jair Aceituno (especial para a AE) 
Bauru, SP, 01 (AE) - Djalma Duarte Gonzaga e Roberto Carlos Thomaz, ex-seguranças do prefeito afastado de Bauru, Antônio Izzo Filho (PPB), o motoqueiro Fábio Souza Fernandes, o ex-administrador regional municipal Nivaldo Aparecido Silva o pedreiro Alexandre Humberto dos Santos e outros dois es-assesores, foram presos na tarde e noite de domingo (28), acusados da autoria dos ataques com bombas incendiárias às casas de quatro vereadores da oposição, de tiros no carro de assessora de um vereador e de um técnico de som, além de ameaças a jornalistas.
Djalma e Alexandre disseram ao delegado José Jorge Cardia, da Delegacia de Investigações Gerais que atiraram as bombas nas casas dos vereadores Erlon Junqueira, Luiz Carlos da Costa Valle, José Roberto Relvas e Rubens Spíndola e também alvejaram os veículos da assessora parlamentar Josete Pereira e do técnico de som Luiz Carlos Castro. Falaram ter agido a mando do prefeito e, ainda, que Izzo Filho já teria dito que nos próximos meses deveriam matar o promotor Carlos Roberto Simioni e o juiz Mauro Ruiz Daró. Simioni é autor de várias denúncias contra o prefeito e Daró o afastou temporariamente do cargo no dia 3 de fevereiro.
Izzo Filho - que passou o dia em São Paulo, cuidando do seu processo de volta ao cargo - nega qualquer envolvimento com o caso: "Eu não conheço esse rapaz (Alexandre). Ele não é ligado à Administração. Não sei como é que ele pode falar com tantos detalhes uma coisa que não conhece. Ele é apenas amigo de uma daquelas pessoas que trabalhavam como segurança", disse, acentuando que nunca deu dinheiro ou orientou ninguém para cometer crimes.
Cassado pela Câmara de Vereadores em agosto do ano passado, Izzo Filho voltou ao cargo em dezembro, amparado por uma liminar. A partir da sua volta começaram os atentados e a Câmara iniciou um segundo processo para sua cassação. Na ocasião dos atentados, juntamente com outras autoridades, o prefeito pedia a apuração rigorosa e a punição dos responsáveis. Ontem, nas declarações feitas por telefone à imprensa local, ele falou que irá à delegacia com o objetivo de esclarecer a questão. No final da tarde de hoje juízes e promotores do Forum local distribuíram nota que pede a atenção da comunidade e ressalta o respeito ao Estado de Direito.


