Lisboa, 17 (AE-AP) - O pânico, e não o gás, foi o responsável pela morte de sete pessoas numa superlotada discoteca de Lisboa neste fim de semana, informou hoje (17) a polícia local, que anunciou estar dando prosseguimento às investigações sobre o ataque.
Das cerca de 500 pessoas que se encontravam na discoteca "Luanda" às 4h30 da madrugada de domingo, momento da explosão, 35 ficaram feridas segundo o porta-voz policial, que confirmou o prosseguimento das investigações sobre o caso.
De início, a polícia suspeitou de que o gás contido nas latas-bombas era o gás pimenta. Agora, porém, as latas estão sendo analisadas para identificação de seu conteúdo.
Um dos investigadores do caso, João de Sousa, disse que alguns suspeitos já foram identificados, mas nenhum foi até agora interrogado, nem foram expedidas ordens de prisão. Ele disse que a polícia já concluiu a coleta de evidências no clube noturno um popular espaço de lazer dos imigrantes africanos na capital portuguesa, localizado na região de Alcântara.

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