Londrina – A Delegacia da Mulher de Londrina já solicitou este ano 367 pedidos de medidas protetivas para mulheres vítimas de violência doméstica. São mulheres que sofreram lesões corporais, tentativas de homicídios ou ameaça grave, com uso de armas por parte dos agressores, por exemplo.
"Outras 40 mulheres se reúnem duas vezes por mês com os profissionais da Vara Maria da Penha e são acompanhadas de perto. Os casos são avaliados pela promotoria e pela juíza que, dependendo da situação, também indicam a necessidade de proteção", explicou a delegada Elaine Aparecida Ribeiro.
Diariamente a delegacia registra, aproximadamente, 25 boletins de ocorrências (BOs), dos quais 20 são de violência doméstica e cinco de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
"Nossa equipe acabou se especializando em atender tanto as mulheres quanto as crianças, até porque o dia a dia mostra que a maioria dos menores violentados sexualmente vivem em uma realidade de violência doméstica contra as mulheres", aponta a delegada.
O relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), na Câmara dos Deputados e no Senado, da Violência Contra a Mulher, divulgado no mês de junho apontou que mais de 67% dos casos de violência doméstica julgados pela Justiça do Paraná não resultaram em condenação ao agressor. Menos de 10% dos crimes contra mulheres terminaram em condenação aos agressores nos anos de 2010 e 2011.
O Paraná, com 10,9 milhões de habitantes, possui apenas uma vara especial para crimes contra a mulher, enquanto que o Distrito Federal, com uma população de 2,8 milhões, conta com dez.(L.F.C.)

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