Londres - Em uma tentativa de reforçar as investigações sobre o desaparecimento das meninas britânicas Holly Wells e Jessica Chapmam, de dez anos, a polícia pediu ontem à comunidade para atuar como detetive a fim de descobrir alguma pista relevante.
O inspetor-chefe Andy Hebb se reuniu com mais de 300 habitantes de Soham (sudeste da Inglaterra), onde as meninas foram vistas pela última vez há 11 dias, para pedir que prestem atenção a qualquer movimento estranho que ocorra na cidade. ''Observem o comportamento de seus amigos, parentes, vizinhos, de qualquer pessoa. Pensem sobre seu comportamento. Estão fazendo algo diferente? Isso é importante'', disse Hebb em uma sala lotada em um colégio de Soham.
Depois de examinar várias pistas sem sucesso fora de Soham, a polícia considera que a solução para o misterioso desaparecimento está na própria cidade, onde Holly e Jessica foram vistas pouco antes de serem consideradas perdidas.
Além disso, Hebb negou que os agentes envolvidos nas buscas irão começar ''do zero'', em resposta às críticas recebidas pelo fracasso das investigações policiais.
Com a intenção de esclarecer um caso tão enigmático, a Scotland Yard confirmou que uma equipe de sua Unidade de Crimes Graves revisará a investigação, uma decisão que foi tomada mais cedo do que o usual neste tipo de situações.
''Trata-se de duas jovens e existe a possibilidade de terem sido assassinadas. Por isso, se decidiu intervir antes do normal'', explicou um porta-voz de Scotland Yard.
Um total de 426 pessoas entre agentes e civis fazem parte do efetivo policial convocado para procurar as meninas e foram recebidos 14.000 telefonemas relacionados ao caso.
No entanto, até o momento a busca não teve nenhum resultado, e apesar da falta de provas significativas a polícia acredita que Holly Wells e Jessica Chapman ainda estejam vivas.

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