São Paulo, 29 (AE) - A polícia ouviu hoje os depoimentos de vizinhos do diretor da Escola britânica de São Paulo - St. Pauls School, o irlandês Michael Thomas Casey McCann, de 57 anos, que foi encontrado morto ontem em seu apartamento, no Itaim-Bibi, zona sul de São Paulo. O corpo estava com as mãos e os pés amarrados. O conteúdo desses depoimentos não foi revelado pelos policiais.
Além dos vizinhos do professor, a polícia vai ouvir os funcionários do prédio em que ele morava e a empregada doméstica Dyrci de Oliveira, de 48 anos, que encontrou o corpo do diretor, ao chegar às 6 horas ao apartamento. "Ainda não temos pistas", disse o delegado Marcelo Damas, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
A polícia quer saber se algum morador do prédio ou funcionário viu o assassino entrar no apartamento da vítima ou sair dele. Mas, até a tarde de hoje, o DHPP não havia achado nenhuma testemunha que tenha visto o assassino no prédio em que o diretor da escola morava sozinho havia dez anos.
Responsável pela investigação do caso, Damas não quis descartar nenhuma hipótese para o crime. "Ainda é cedo para afirmar o que ocorreu exatamente." A polícia também não divulgou o resultado da perícia feita no apartamento de McCann. Os peritos estavam atrás de impressões digitais e de outras pistas que o assassino pudesse ter deixado. A polícia também quer saber de que forma o diretor da escola foi assassinado - existe a suspeita de que ele tenha sido estrangulado. Para a polícia, o crime ocorreu no fim de semana. As última vez que o diretor da escola foi visto com vida foi às 14 horas de sábado, quando o motorista da escola o deixou no prédio.
Empregada - A emprega de McCann não notou a falta de nada no apartamento. No imóvel, entretanto, havia gavetas reviradas. Dyrci afirmou aos policiais que as luzes do apartamento estavam acesas quando ela chegou para trabalhar. A vítima estava só de cuecas, deitada de bruços na cama.
O assassino usou gravatas para amarrar seus pés e suas mãos. A ausência de ferimentos aparentes levou a polícia a desconfiar que McCann tenha sido asfixiado.