Rio, 07 (AE) - Cerca de 800 policiais, civis, militares e federais, ocuparam hoje a Favela Nova Holanda, onde na semana passada seis pessoas foram mortas, supostamente por traficantes do Timbau. Um policial foi morto. Todos os angolanos que moram na área foram cadastrados; dois continuavam detidos para averiguação.
Por volta das 13 horas, houve troca de tiros entre policiais e traficantes. O cabo Celso de Oliveira Lins, de 45 anos, lotado no 22.º Batalhão de Polícia Militar, Benfica, foi baleado no queixo por um homem que se escondia na laje de uma casa. Lins morreu no Hospital Geral de Bonsucesso. Ele participava do policiamento da favela desde a chacina.
O comandante do 22º Batalhão de Polícia Militar, coronel Rosemberg Rodrigues, disse que não há nenhum indício de envolvimento de angolanos com treinamento de jovens que trabalham para o tráfico no Morro do Timbau, no Complexo da Maré. "Isso é uma grande besteira que moradores andaram espalhando", afirmou Rodrigues. "Em dois anos que trabalho nessa região, nunca houve uma só ocorrência que ligasse angolanos ao tráfico de drogas", disse.
Regular - Trinta angolanos foram levados por policiais federais para verificar se estavam em situação regular. Até as 20 horas, apenas dois continuavam detidos por não possuir visto para permanecer no Brasil. Eles seriam levados para a sede da Polícia Federal, na zona portuária do Rio, e também interrogados pela Divisão de Repressão aos Entorpecentes (DRE).
A ocupação na Maré continuará por tempo indeterminado, de acordo com o comandante."O secretário de Segurança Pública, Josias Quintal, determinou pressão total contra o tráfico", afirmou. Embora a polícia permaneça 24 horas no local, o clima ainda é tenso entre os moradores, que temem pelo que poderá acontecer quando a ocupação terminar. Parte do comércio ficou fechado hoje.

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