Polícia não tem pistas do assassino de 'Bilinho'
Agência Estado
Uma criança alegre e tranquila. Assim definiram ontem os amigos do menino de rua João Fernando Caldeira da Silva, o Bilinho, de 16 anos, assassinado na tarde de segunda-feira, em frente à Casa França-Brasil, no Centro, a cerca de 300 metros da Igreja da Candelária, onde há seis anos sete menores de rua foram mortos por policiais e ex-policiais. Isso foi uma crueldade, disse R., de 16 anos, que conhecia o garoto há quatro anos.
Segundo os amigos de Bilinho, ele era mais um sobrevivente da chacina da Candelária. Mas a advogada Cristina Leonardo, que representa as vítimas no caso, não conhece o menor. Ele até poderia estar lá, entre as outras 70 crianças que dormiam nas proximidades, mas a essa hora as testemunhas da chacina já o teriam reconhecido, o que não foi o caso, contou. Na 1ª DP (Praça Mauá), Cláudio Silva de Souza, de 22 anos, amigo de Bilinho, contou que o menor levou um tiro no peito por volta das 15h30 de um homem branco, barbudo e forte que dirigia um Ômega vermelho. A polícia ainda não tem informações sobre o autor do disparo que matou o menor.





