Polícia Militar elabora cronograma
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terça-feira, 01 de outubro de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - A Polícia Militar do Paraná (PMPR) confirmou ontem o recebimento do documento encaminhado pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), para que seja implantado o rodízio a cada dois anos dos policiais que atuam nas unidades do Grupo Especial de Atuação Contra o Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público(MPPR).
O anúncio da medida foi feito pelo secretário estadual de Segurança Pública, Cid Vasques, no início do mês e o rodízio será implantado a partir de um cronograma estabelecido pelo Comando da PMPR. A assessoria da corporação, entretanto, não informou se o cronograma já está pronto. A expectativa é de que até dezembro 27 dos 36 policiais militares deixem o órgão. Conforme a Sesp, assim que o rodízio for iniciado os PMs substituídos deverão se apresentar aos comandos das unidades as quais estão vinculados.
Atualmente o Gaeco funciona com 10 promotores, 36 Pms e 20 policiais civis em seis unidades (Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Foz do Iguaçu). Segundo o órgão vinculado ao MPPR, neste mês já foram solicitados o retorno de quatro PMs (um da unidade de Londrina, um de Foz e dois de Guarapuava).
O anúncio da Sesp motivou o Gaeco a encaminhar ao Conselho Superior do MPPR (CSMP), o pedido de revogação da autorização concedida a Vasques, que também é procurador do órgão, para atuar no Poder Executivo. O pedido já entrou duas vezes na pauta de julgamento do conselho, mas liminares impediram a análise.
Na época em que o anúncio foi feito, o secretário informou que "para cada policial substituído estarão sendo indicados dois nomes para escolha, atendendo a qualificações e perfis necessários para desenvolver da melhor forma os trabalhos no Gaeco". Nem Vasques e nem o comandante geral da PMPR, coronel Roberson Bondaruk, aceitaram conversar com a reportagem ontem.
Segundo o coordenador geral do Gaeco no Paraná, Leonir Battisti, o órgão já se manifestou contrário à determinação da Sesp. "O rodízio, do modo que está sendo proposto, é inadequado. Pode afetar e prejudicar as investigações do órgão."
Numa espécie de "contra-ataque", o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacóia, por meio da assessoria, informou que "o MP entrou com recurso junto ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJPR), com pedido de reconsideração da liminar. Na semana passada a liminar concedida pelo então presidente do TJPR, Clayton Camargo, impede o Conselho Superior do MP de analisar o afastamento de Vasques da carreira do MP para exercer o cargo de secretário de Segurança, até que o mérito do mandado de segurança seja julgado pela Justiça.


