São Paulo - Um confronto entre policiais civis e integrantes de uma quadrilha fortemente armada terminou com dez suspeitos mortos no Jardim Guedala, região do Morumbi, zona sul da capital, na noite deste domingo (3). Entre os mortos está o homem apontado pela Polícia Civil como líder do bando, conhecido como Sassá, especializado em roubos a residências, caixas eletrônicos e bancos. Quatro agentes ficaram feridos por estilhaços no tiroteio.

Na ação policial, os dez criminosos mortos foram atingidos por 139 tiros no total. Só um deles foi baleado 33 vezes. Outro levou 27 disparos, sendo 13 deles nas costas. Os tiros também deixaram marcas nos muros das casas, em portões, janelas e em carros de moradores estacionados naquela rua residencial.

Essa quantidade de disparos e as circunstâncias em que os criminosos foram mortos levaram a Ouvidoria da Polícia a requisitar investigação –da Corregedoria e da Promotoria– para apurar se houve algum tipo de irregularidade na ação das equipes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais).

O número de ferimentos encontrados nos corpos dos ladrões está no histórico do boletim de ocorrência registrado pelo departamento de homicídios, que é responsável pela investigação de mortes em intervenções policiais.

O ouvidor Julio Cesar Fernandes Neves diz que os pedidos de investigação foram encaminhados, inicialmente, pela quantidade de tiros nos corpos dos suspeitos. "Isso chama a atenção de qualquer leigo. Precisa ser bem analisado, bem avaliado." Ele disse que essa é a maior quantidade de mortos já registrada pela Ouvidoria de São Paulo em uma intervenção da Polícia Civil.

mockup