Londrina- Policiais civis e do serviço reservado da Polícia Militar (P2) localizaram, na tarde de ontem, Nelson Aparecido Cardoso, 43 anos. Ele é acusado de ser o condutor do caminhão que atropelou uma família na noite de domingo (dia 7), na rodovia Carlos João Strass (Zona Norte de Londrina). Cardoso deixou o local do acidente sem prestar socorro às vítimas.
Jacqueline da Silva Novaes de Moraes, 23 anos, e sua filha, Ana Beatriz da Silva de Moraes, 2, morreram em decorrência do acidente. O marido de Jacqueline, Ricardo Santos Moraes, 26, também foi atingido pelo caminhão e está internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico.
Nelson Aparecido Cardoso foi localizado em casa, em um bairro da Zona Leste da cidade. O caminhão-guincho que ele dirigia na noite do atropelamento estava em uma oficina, na Vila Yara, também na Zona Leste, onde passava por reparos mecânicos. De acordo com o delegado de trânsito, Jayme de Souza Filho, o motorista admitiu ser o autor do atropelamento. Ainda segundo o delegado, após o acidente da noite de domingo, Cardoso teria batido propositalmente seu caminhão contra uma árvore para desconfigurar as provas contra ele. ''Ele disse que fez isso porque ficou com medo dos familiares da vítima, que prometeram vingança por meio da imprensa'', explicou o delegado.
Liberado na noite de ontem após prestar depoimento, Cardoso falou rapidamente com os jornalistas que o aguardavam em frente à delegacia de trânsito. Questionado sobre o motivo de não ter prestado socorro, ele declarou: ''Eu não fugi. Eu não fujo de acidentes. Eu vi que tinha atropelado alguém e imediatamente liguei para os bombeiros. Em seguida, retornei e voltei ao local da batida, mas estava escuro e não vi ninguém. Por que eu vou parar em um local escuro?''.
Ontem, o perito Marco Antônio Ota, do Instituto de Criminalística, confrontou uma guarnição de farol de caminhão que foi encontrada no local do atropelamento com a mesma peça, instalada recentemente, no guincho de Cardoso. ''A peça que encontramos é condizente com o caminhão, que foi apreendido''. Hoje, a perícia deve ser complementada.
O delegado deve ouvir outras testemunhas do acidente nesta semana. Assim que sair do hospital, o pai da família atropelada também deve testemunhar. Cardoso responderá em liberdade por homicídio culposo.

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