Polícia liberta suspeitos e ainda não tem pista de incendiário
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segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Luiz Carlos Lopes 
Marília (SP), 10 (AE) - A polícia de Marília continua sem pistas conclusivas que possam conduzir ao incendiário que desde janeiro já queimou 46 veículos na cidade. O delegado José Carlos Costa, responsável pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), excluiu da lista de suspeitos um agricultor e dois mecânicos que foram presos pela Polícia Militar no fim-de-semana transportando vasilhames com álcool.
Os mecânicos Fernando Encide de Melo e Adriano Barbosa Eugênio foram indiciados por porte ilegal de arma, depois de serem surpreendidos fazendo disparos contra uma placa de sinalização na rodovia de contorno da cidade. Na Brasília em que estavam, a PM encontrou um galão plástico de cinco litros com um pouco de álcool, mas durante os depoimentos os suspeitos convenceram as autoridades de que o produto seria usado na limpeza de peças na oficina onde trabalham.
Já o lavrador Egenildo da Silva, que foi surpreendido sábado por uma equipe da PM quando caminhava pela Rua Maciel Parente levando um litro de álcool, foi liberado depois de explicar que usaria o líquido para queimar roupas velhas no sítio onde mora. "Ele não tem nada a ver com os incêndios", disse o delegado.
Costa explicou hoje que, desde o início dos incêndios, no dia 14 de janeiro, a polícia fez dezenas de detenções, muitas delas com pessoas que portavam vasilhames de álcool e gasolina, mas não conseguiu chegar ao incendiário.
Com a oferta pela prefeitura do prêmio de R$ 5 mil para quem denunciar o incendiário, o delegado disse que foram feitas diversas denúncias de ainda estão sendo investigadas. "Montamos esquemas de vigilância sobre alguns suspeitos", informou.


